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O Gestor e a Cru

No mundo corporativo, o gestor muitas vezes é equiparado a um malabarista habilidoso, equilibrando pratos giratórios de diversas responsabilidades. No entanto, talvez a metáfora mais apropriada seja a do gestor carregando uma cruz, símbolo do fardo considerável que recai sobre seus ombros.

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A responsabilidade inerente ao papel de gestor é, por vezes, sobrecarregadora. Não se trata apenas de liderar equipes e tomar decisões estratégicas; é também assumir a responsabilidade pelas consequências de tais escolhas. Essa cruz, pesada e imponente, representa as expectativas da alta administração, as necessidades da equipe e as demandas do mercado, todas convergindo para um ponto focal: o gestor.

A busca incessante por resultados positivos coloca o gestor no epicentro de um turbilhão de desafios. Ele deve ser hábil em navegar por complexidades interdepartamentais, garantir o cumprimento de metas e, ao mesmo tempo, manter um olhar atento às necessidades individuais de sua equipe. Cada decisão, cada movimento, é examinado minuciosamente, e a pressão constante pode transformar o ato de gerenciar em uma verdadeira via crucis.

A cruz do gestor também é forjada pelo constante equilíbrio entre eficiência operacional e bem-estar dos colaboradores. O gestor precisa ser um estrategista astuto, mas também um líder empático. A responsabilidade de moldar o ambiente de trabalho, promover a cultura organizacional e alinhar a visão da empresa recai sobre ele, e o peso dessa cruz só aumenta com a consciência de que a qualidade do ambiente de trabalho impacta diretamente na produtividade e na retenção de talentos.

No entanto, mesmo diante do peso esmagador, o gestor persiste. Ele aceita o desafio, abraça a cruz e avança, ciente de que cada passo molda não apenas o destino da empresa, mas também a trajetória de cada membro da equipe. O gestor é, portanto, mais do que um simples executor de tarefas; ele é um líder, um estrategista e, por vezes, um consolador.

Assim, a metáfora do gestor e a cruz destaca a natureza monumental da responsabilidade que esse papel carrega consigo. Ao reconhecer e compreender a carga que os gestores suportam, torna-se essencial apoiá-los, proporcionando não apenas reconhecimento, mas também recursos e ferramentas para enfrentar os desafios que a jornada de liderança impõe. Afinal, o gestor e a cruz caminham juntos, moldando não apenas organizações, mas também o cenário corporativo como um todo.

O que por vezes incomoda e tem afastado bons lideres da função de gestor é justamente a “transferência” que se tem aplicado sobre as atividades do gestor. A internet esta cheia de “sabichões” que possuem críticas e soluções para tudo, principalmente sobre as decisões do gestor. O que não se observa é que tais críticos não são gestores, talvez no máximo façam a gestão de uma vida sem grandes expectativas, não construíram família, são verdadeiros eremitas no mercado.

 É preciso criticar menos e saber mais!

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