Funcionário Um funcionário do Instituto Médico Legal (IML) de Santos, no litoral de São Paulo, foi preso preventivamente após ser acusado de utilizar o celular de um homem morto para realizar uma transferência bancária via Pix no valor de R$ 7 mil.

Segundo as investigações, a vítima morreu em um acidente de motocicleta na madrugada do dia 15 de maio e teve o corpo encaminhado ao IML para os procedimentos periciais. Horas depois, uma movimentação financeira considerada suspeita foi registrada na conta bancária do falecido.
O caso foi descoberto quando a viúva procurou a instituição financeira para tratar de questões relacionadas à conta do marido e identificou a transferência realizada após a morte dele. Diante da situação, a família registrou um boletim de ocorrência, dando início às investigações.

A Polícia Civil apurou que o suspeito, identificado como Daniel Nathan Ribeiro Andrade, de 36 anos, teria acessado o aparelho celular da vítima e transferido R$ 7 mil para uma conta de sua titularidade. Os investigadores também apuram a suspeita de que o funcionário tenha utilizado a biometria do falecido para desbloquear o aparelho e acessar o aplicativo bancário.
Além disso, há indícios de que o celular da vítima tenha sido danificado posteriormente, o que pode ter sido uma tentativa de eliminar provas do crime.
Com o avanço das investigações, a Justiça decretou a prisão preventiva do servidor. Ele é investigado por crimes como peculato, furto, fraude eletrônica e destruição de vestígios.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que não tolera desvios de conduta por parte de seus servidores e que está colaborando com as investigações, além de adotar as medidas administrativas cabíveis.
O caso segue sendo apurado pela Polícia Civil e pela Corregedoria, que buscam esclarecer todas as circunstâncias da ocorrência.

