Um professor foi preso em flagrante na noite desta terça-feira (21), em Ji-Paraná–RO, suspeito de aliciamento de criança para fins libidinosos. A prisão foi realizada por uma guarnição especializada em policiamento com emprego de cães, após acionamento da Central de Operações da Polícia Militar. Conforme a ocorrência, o caso iniciou após familiares da vítima identificarem conversas de cunho sexual mantidas entre o menor e o professor por meio do aplicativo WhatsApp. O tio da criança, relatou à polícia que o suspeito, um homem maior de idade, teria convidado o menino para ir até sua residência, demonstrando intenção ilícita.

Ao tomar conhecimento das mensagens, o tio passou a responder o professor se passando pela criança, a fim de confirmar o convite. A responsável legal pela vítima, já havia registrado anteriormente um boletim de ocorrência por assédio sexual envolvendo o mesmo suspeito, o que reforçou a gravidade do caso e a suspeita de reiteração criminosa. Com as informações e o endereço do suspeito, a equipe policial se deslocou até o local indicado. Ao chegar à residência, os policiais encontraram o homem em frente ao imóvel, aguardando a suposta chegada da criança, conforme havia sido previamente combinado nas mensagens trocadas pelo aplicativo. Diante da situação e da iminência de possível crime contra um menor em condição de vulnerabilidade, os policiais realizaram a abordagem e deram voz de prisão em flagrante ao suspeito. Ele foi informado de seus direitos constitucionais e conduzido à Delegacia de Polícia Civil. O aparelho celular do professor foi apreendido e entregue à autoridade policial, por conter possíveis provas das conversas mantidas com a criança. Na delegacia, o suspeito, optou por permanecer em silêncio, direito que foi respeitado.

Em depoimento, a responsável legal pelo menor confirmou que teve acesso às mensagens após retirar o telefone do irmão e, ao constatar o conteúdo inadequado, buscou orientação e acionou a Polícia Militar. Segundo ela, a conversa foi mantida com o suspeito, sempre se passando pela criança, visando confirmar o convite e permitir a intervenção policial no momento em que o homem aguardava a vítima. O suspeito foi apresentado à autoridade policial de plantão, que deverá adotar as medidas legais cabíveis, incluindo a análise do celular apreendido, oitiva das partes envolvidas e encaminhamento do caso aos órgãos de proteção à criança e ao adolescente. O crime é investigado com base no artigo 241-D do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que trata do aliciamento, assédio ou instigação de criança, ou adolescente por meio eletrônico, com penas agravadas quando há reiteração da conduta. A Polícia reforça a importância de denúncias imediatas em casos de suspeita de abuso ou assédio contra menores, destacando que a atuação rápida é fundamental para garantir a segurança e a integridade das vítimas.
